História da Região

Monumentos

Na zona de Cinfães podem-se encontrar variados monumentos de interesse histórico:
- Igreja Românica de Tarouquela (séc. XII)
- Igreja de S. Miguel de Escamarão; templo de características românicas
- Igreja Matriz de Cinfães, de raiz medieval, construída no séc.XVIII
- Igreja Paroquial de S. Cristovão de Nogueira, monumento de características românicas
- Ruínas das Portas do Montemuro, construção proto-histórica de defesa militar. Hoje, restam simples vestígios desta grandiosa obra.
- Pelourinho de Cinfães
- Penedo da Chieira, penedo de granito com motivos insculturados e esculturados
- Aldeia de Boassas, considerada a segunda aldeia mais portuguesa
- Barragem e albufeira de Carrapatelo no Douro
- Forca, na Vila de Cinfães

Feiras
Quinzenais
:
- Feira de Cinfães, a 10 e 26 de cada mês
- Feira do Couto (freg. de Covelo) a 14 e 28 de cada mês
- Feira de Nespereira a 4 e 18 de cada mês
- Feira de Ruivais ( freg. Ferreiros) a 4 e 18 de cada mês

 

Enquadramento Histórico e local:

    Cinfães é terra muito antiga. Os vestígios de povoamento por culturas antigas e pré-históricas são imenso e o próprio vale do Bestança, é também disso um bom exemplo. Ai existem alguns importantes monumentos megalíticos, como o Menir de Tendais e as Mamoas de Chão de Brinco, em S. Pedro do Campo, mas também notáveis vestígios de povoações castrejas como o Castro de Aldeia (conhecido também como Castro Cio, Monte das Corôas); o Castelo de Tendais; o Castro das Portas de Montemuro; o de Paradela; etc...
    Todo o concelho se encontra, aliás, repleto de monumentos arqueológicos dignos de interesse, como se pode ver no seu recente Roteiro Arqueológico.(1)
    A romanização também se fez sentir de forma bem vincada em Cinfães e até os próprios castros já citados acabaram por ser "romanizados". Algumas estradas romanas cruzaram o território cinfanense, pois que na documentação medieval alguns caminhos surgem "designados como carreirum antiquum ou então por carril veterem (2).
    Estas estradas, partiam do Douro para o interior e foram construídas ao longo dos vales dos principais rios de Cinfães - Paiva; Bestança; Sampaio e Cabrum. Para além das estradas romanas outros vestígios da mesma época têm aparecido um pouco por todo o concelho de Cinfães, como é o caso de uma estrutura habitacional em Passos (Tarouquela); Chieira (Cinfães); Paradela/Sequeiro Longo (Cinfães), para além de vários achados avulsos, como estelas funerárias; epígrafes; fustes e colunas; moedas; fragmentos cerâmicos; etc...
   A presença árabe encontra-se aliás bem assinalada, sobretudo por uma toponímia expressiva, em aldeias como Boassas; Saímes (...). No entanto também outros vestígios poderemos ver dessa época, nomeadamente: lagares escavados na rocha na Chamusca e no Tapado; uma azenha datada de 1072 em Boassas; os azulejos "mudéjares" da Igreja de Escamarão; etc.(...)
   O período medieval a que corresponde a arte românica e em que as terras do actual concelho de Cinfães tiveram grande preponderância, (o próprio rei D. Afonso Henriques foi criado em Cresconhe), é exaltado, sobretudo através de monumentos classificados como a Igreja de Tarouquela, a Igreja de S. Cristóvão de Nogueira e a já mencionada Igreja de Escamarão, mas também em pequenas construções menos conhecidas, como a "Casa do Cubo" em Boassas e a pequena "Ermida do Douro" em Oliveira.
    Mas toda a história se encontra bem documentada em monumentos de cada época em Cinfães, (...) no portão armoriado da Quinta da Fervença em pleno centro da vila, do século XVIII, com brasão esquartelado de Vasconcelos, Gaio, Melo e Pereira, na profusão de capelas e de casas e quintas brasonadas (...).

   Toda esta riqueza patrimonial é ainda complementada em Cinfães pela exuberância das manifestações populares nas suas mais variadas vertentes - arquitectura; artesanato; tradições; etnografia; gastronomia; etc. - e por uma paisagem não menos esplendorosa.
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(1) PINHO, Luís M. Silva/ LIMA, António M. C./ CORREIA, Alexandre L. - Roteiro Arqueológico de Cinfães, Cinfães, Câmara Municipal de Cinfães/ Pronorte, 1998
(2) PINHO, Luís M. Silva/ LIMA, António M. C./ CORREIA, Alexandre L. - Roteiro Arqueológico de Cinfães, Cinfães, Câmara Municipal de Cinfães/ Pronorte, 1998, pag 15

Excertos do texto: Turismo de alta qualidade "Num cenário Idílico"
Da autoria de: Arq. FERREIRA, Manuel dos Santos C.Pinto

 

 

Portão armoriado da Quinta da Fervença

Igreja Matriz de Cinfães

Igreja Matriz de Cinfães fachada frontal

Estela

Escadaria de Lamego

Igreja Românica de Tarouquela

Casa Senhorial (Piães)

 

Património arquitectónico e arqueológico de Cinfães:

Monumentos e Sítios

Neste concelho, sobre o qual um dia foi escrito “ Cinfães jóia incrustada, altaneira, luxuriante e inigualável serra de Montemuro, espreguiça-se para norte e ouve, a seus pés, o rio Douro cantar-lhe poemas de amor” (Barbosa de Vasconcelos, jornal Miradouro, de 27 de Julho de 1962), encontra-se beleza natural majestosa nas suas paisagens, mas também beleza patrimonial nos monumentos e sítios que abrangem um vasto espaço cronológico-cultural desde a pré-história até aos séculos mais recentes.

Assim sendo pode admirar-se obras de arquitectura, composições e criações valorizadas outras mais recatadas, porém todas de interesse histórico, arqueológico, artístico, científico e social, que ajudam a conhecer a história do actual espaço geográfico conhecido por concelho de Cinfães e consequentemente dão o seu modesto, mas importante, contributo para a História de Portugal.

Começando pelos primórdios da actividade artística humana, foram descobertos 4 núcleos de monumentos megalíticos (5.000 a 3.000 a.C.) que se coadunam com as características dos restantes encontrados na Beira Alta: mamoas, dolméns e menires. Sítios megalíticos constituídos por 3 monumentos:

 


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Mamoa I de Chã de Brinco*: o aglomerado de Chã de Brinco encontra-se a 1 km para norte do núcleo de Lameiro de Pastores (2 km aproximadamente da povoação de Ervilhais). Esta Mamoa é conhecida entre os pastores por marco da serra. Actualmente, encontra-se a descoberto das terras e pedras sendo visível o dolmén. Monumento megalítico de cariz fúnebre, dolmén com câmara e corredor. À entrada encontra-se um pequeno corredor onde está implantada uma laje granítica alongada com forma geométrica sub rectangular. Do espólio deste arqueo-sítio fazem parte 4.000 minúsculas contas de colar em xisto perfurado, cerâmica decorada campaniforme e vários micrólitos.

 

- Chã de Brinco, Nespereira (Mamoa I)*

- Lameiro de Pastores, Nespereira

- Portela de Aveloso

- Junto à capela de S. Pedro do Campo

 

          Da Idade do Ferro até ao domínio romano foram localizados possíveis povoados pré-históricos: Roda do Meronço, Alto Castelinho - Nespereira, Castelo Velho – Tendais, Monte Castro - Travanca, Castelo de Sampaio- S. Cristóvão, Chieira – Cinfães e Coroas – Ferreiros *2. Relativamente aos três últimos devido a prospecções, escavações efectuadas e espólio encontrado pode afirmar-se tratar-se de povoados fortificados com muralha pertencentes à civilização castreja situada mais concretamente do séc. IV a.C. ao I d.C., de referir a reutilização das estruturas dos castros aquando do domínio romano.

Texto da autoria da: Drª  AMARAL, Rute Maria Pereira
A quem agradecemos a colaboração

 

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